sexta-feira, 22 de julho de 2011

George Orwell

Biografia

George Orwell

Eric Arthur Blair       

Nasceu em 21 de janeiro de 1903, em Bengala, Índia. Aos oito anos, retorna com seus pais (um funcionário britânico e uma francesa) à Inglaterra, onde passou a estudar num internato. Em 1917 entrou no Etton College, uma das mais tradicionais escolas inglesas, e teve como professor o escritor Aldous Huxley. Em 1922 retornou à Índia para trabalhar como policial imperial britânico durante cinco anos de formação na Birmânia. Por essa época adquiriu para toda a vida não apenas um ódio ao imperialismo, mas também uma profunda percepção da psicologia do opressor, que desenvolveu em dois clássicos ensaios:O abate de um elefante (1940) e Um enforcamento (1946). Voltou à Inglaterra em 1928, onde passou a viver precariamente, chegando até mesmo à mendicância. Vagueia por Londres e Paris até 1930. Seu primeiro livro – Na Pior em Paris e Londres (1933) – é um relato desse período. Em 1936, convencido dos ideais socialistas, foi para a Espanha e alistou-se na Brigada Internacional em apoio ao recém-eleito governo popular. Tal experiência resultou no segundo livroLutando na Espanha (1938), que narra sua participação na Guerra Civil Espanhola. Não obstante ter usado antes o pseudônimo George Orwell, foi a partir da Espanha que se transformou realmente em Orwell. Na condição de jornalista durante a II Guerra Mundial, trabalhou como correspondente de guerra para a BBC de Londres. Em 1945 publicou A revolução dos bichos, uma sátira swiftiana sobre a Rússia stalinista, reconhecida até hoje como sua obra mais popular. No ano seguinte o livro foi publicado nos EUA e foi um acontecimento literário que ajudou a abrir os olhos do Ocidente de língua inglesa sobre a verdadeira natureza do regime soviético. Outro livro conhecido em todas a línguas é seu romance 1984 (1949), uma antiutopia ou sátira pessimista sobre a ameaça de tirania política no futuro. Um livro que se transformou em outro texto determinante da Guerra Fria. Não por acaso o primeiro uso dessa expressão, anotada pelo Oxford English Dictionary, veio de um artigo de George Orwell. Foi o escritor político mais influente do século 20, pois lutou com todas as forças contra três dragões: o imperialismo europeu, em especial o britânico; o fascismo, fosse italiano, alemão ou espanhol; e o comunismo. Orwell não é autor de muitos romances. Além dos citados, escreveu Dias na Birmânia (1934), A filha do reverendo (1935), Mantenha o sistema(1936), e Um pouco de ar, por favor! (1939), Why I write (1946) etc. Escreveu muitos artigos, publicados em importantes revistas européias e diversos ensaios, alguns dos quais foram organizados por Daniel Piza no livro póstumo Dentro da baleia e outros ensaios (2005). Orwell faleceu, na Inglaterra, em 25 de novembro de 1950.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Historia do Dia do Amigo



Dia do amigo

Para todos os amigos, colegas e alunos que me perguntam  essa e a origem do Dia do Amigo.

O dia do amigo foi adotado em Buenos Aires, Argentina, com o Decreto nº 235/79,sendo que foi gradualmente adotado em outras partes do mundo.Foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro.

Ele se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo.

Assim, durante um ano, o argentino divulgou o lema "meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro".

No Brasil, o dia 20 de Julho também foi adotado como sendo o dia do Amigo.

Aos poucos a data foi sendo adotada em outros países e hoje, em quase todo o mundo,o dia 20 de julho é o Dia do Amigo,é quando as pessoas trocam presentes, se abraçam e declaram sua amizade umas as outras, na teoria.

Dia da Amizade

Em outros países, tais como os Estados Unidos,comemora-se, no primeiro domingo de agosto,o Dia Internacional da Amizade
(International Friendship Day em inglês).

Dia do Amigo!



Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo  é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!"

[Machado de Assis]

terça-feira, 19 de julho de 2011

Indo... e Vindo...



Muitas vezes paro e me vejo a pensar como as pessoas fazem parte da nossa vida, como elas aparecem e desaparecem. De repente ressurgem...

Penso então que a nossa vida é um trem e que estamos em uma viagem.

O vagão começa a trilhar e nele apenas nossos pais sentados ao nosso lado. Não conhecemos ninguém e tudo é novo. Ao longo do trajeto eles mudam de acento para dar espaço para que outras pessoas se sentem ao nosso lado. Começamos a trilhar “sozinhos”.

A cada estação, uma parada. A cada parada, pessoas entram e pessoas saem...

Há pessoas que sentam ao nosso lado e ficam poucos minutos, outras permanecem em nossa companhia durante grande parte do percurso. Há ainda aquelas que apenas encontramos no mesmo vagão. Mera coincidência?

Acredito que todas aquelas que de alguma forma cruzaram nosso caminho e participaram conosco dessa viagem têm lá seu grau de importância. Importância bastante para deixar sua presença marcada...

Próxima estação!

Chega a hora de partir e cada um segue em seu caminho em busca da sua missão. Nossa companhia nada mais foi do que parte desse percurso chamado amadurecimento.

Assim é a na vida: as pessoas cruzam nossos caminhos. Algumas permanecem, outras apenas de passagem, mas todas têm seus objetivos já traçados.

Indo... e Vindo...

domingo, 17 de julho de 2011

Querido John



Terminei de ler Querido John  graças ao meus alunos adolescentes que de tanto insistirem Profº Leia você vai gostar e descobri uma coisa, Nicholas Sparks é um ótimo escritor, esse é o segundo livro que eu leio dele. Sendo que o primeiro que eu li foi  A ÚLTIMA MÚSICA”.  Ousado como só ele, Sparks já começa com a pergunta filosófica  “O que significa amar verdadeiramente uma pessoa?”

John cresceu sem o amor materno, seu pai o criou dando amor a sua maneira, mas não foi o suficiente para John que quando chegou a sua adolescência se revelou mais um dos garotos rebeldes que não prometiam futuro algum. Depois de terminar o colégio ele começou a trabalhar em algumas lojas da cidade, sempre na mesma rotina, saindo com garotas, bebendo, arrumando briga e pulando de emprego a cada mês. Até que cansou dessa vida e decidiu se alistar no Exercito Americano.
Ele amadureceu lá, ganhou além de músculos sabedoria e logo de soldado passou a ser sargento. Mas tudo em sua vida muda quando ele volta para sua cidade natal na Carolina do Norte para passar sua licença de duas semanas.
Enquanto fazia uma pausa entre uma surfada e outra, John conhece Savannah. Foi amor a primeira vista e John soube no primeiro momento que seria muito mais que um amor de verão, Savannah era a garota de seus sonhos. Savannah, uma garota religiosa que estava ali de férias da faculdade, também se apaixona por John e eles vivem as duas semanas mais apaixonadas e intensas de suas vidas.

Quando essas duas semanas termina John precisa voltar para sua base na Alemanha, mas não antes de prometer a Savannah que um dia irá se casar com ela. Savannah em troca promete esperar por ele, para que ele cumpra sua promessa.
John fica um ano longe e eles passam a se corresponder por cartas, telefonemas e e-mails.
Após um ano John pega mais uma licença de duas semanas e corre para os braços de Savannah, nesse tempo ele conhece sua família e depois passa a morar no apartamento que Savannah tem perto da faculdade onde, já formada, ela é assistente de alguns professores. Outra semana intensa com muito amor, brigas e diferenças.
O que ambos não esperavam é que o destino nem sempre conspira a nosso favor e o ataque de 11 de Setembro acontece, John se vê dividido entre voltar pra casa e deixar covardemente seus companheiros e país par atrás ou se alistas e ficar mais dois anos longe de Savannah. Como o homem de caráter que ele se tornou, se alista novamente e vai para a guerra. Mas em dois anos muita coisa pode acontecer e John irá descobrir que há outras formas de amar uma alguém.
Uma das coisas que mais gosto nos livros do Nicholas Sparks é que ele não escreve conto de fadas, ele escreve sobre coisas reais, coisas que podem acontecer comigo e com você, sejam elas coisas boas ou ruins.

“Querido John” é uma linda e comovente história de amor, que mostra que se você ama alguém, você quer que ela seja feliz independente que como ou com quem. O autor nos mostra seu ponto de vista sobre essa forma de amar, além de podermos ver um pouco sobre a história dos homens que servem o país sem fazer piegas ou perfeito demais.

Sem dúvidas é uma história triste, mas verdadeira e que te faz pensar sobre o que é amar verdadeiramente alguém. O tipo de livro que quando termina você fica triste, e passa o resto do dia pensando na história e o que você faria no lugar dos personagens.

Ontem assistir ao filme uma  adaptação do livro para o cinema com  suas diferenças, já diz o nome adaptação  percebi que existem cenas do livro que eu achei importantes e para minha surpresa retrataram do jeito que eu imaginava no filme, gostei muito! Algumas coisas foram cortadas, e muitas diferenças existem sim obviamente entre os personagens, mas o filme continua lindo.
Leiam primeiro o livro e depois assistam ao Longa.
Hoje já começo “Diário de Uma Paixão”



sexta-feira, 15 de julho de 2011

Os Maias


Minha namorada me apresentou Os Maias comecei a ler, mais percebi uma Narrativa lenta e bem detalhista, vou confessar me cansei. Mas ela me trouxe a minissérie pela qual logo me apaixonei relata a história da família Maia ao longo de três gerações, centrando-se na última e ressaltando o amor de Carlos da Maia e Maria Eduarda. Mas a história é também um pretexto para o autor fazer uma crítica à situação decadente de Portugal e à alta burguesia lisboeta, onde se dá a derrota e o desengano de todas as personagens.

Não contente voltei para o livro e não parava de ler hoje  finalmente concluir a leitura, sensacional é considerado a obra prima do autor. É um romance realista onde não faltam fatalismo, catástrofes e análise social.  A ironia atribuída ao romance  provém de personagens que concretizam certos tipos sociais, representantes de idéias, mentalidades, costumes, políticas, concepções de mundo.

Os Maias, publicado em 1888, é a mais acabada realização de Eça de Queirós. O romance se desenvolve em duas linhas de ação: a primeira, em torno dos amores incestuosos de Carlos da maia; a segunda, em torno da vida da alta burguesia lisboeta.
A narrativa inicia-se com Pedro da Maia, filho de Afonso da Maia, educado, conforme enfatiza o narrador, de acordo com padrões românticos.
Pedro da Maia casa-se com Maria Monforte, filha de um traficante de escravos. Dessa união nascem dois filhos: Maria Eduarda e Carlos. O casal se separa logo depois. A menina fica com a mãe, e o menino com o pai, que se suicida. Educado pelo avô, segundo padrões britânicos, Carlos da Maia forma-se em Medicina. Como médico, vai exercendo sua profissão apenas de forma eventual, isto é, por diletantismo; também na vida seu procedimento é o mesmo, pois, em decorrência de uma sociedade desprovida de motivações científicas e culturais, não se fixa em nada.
A adesão afetiva do narrado é maior quando fala de João da Ega, caracterizado como um revolucionário inofensivo. Essa visão simpática também aparece em outras personagens, como Afonso da Maia e Craft, modelo da fleuma britânica. Em sentido oposto, o narrador apresenta Damaso Salcede, pretenso sedutor de mulheres, de forma sarcástica e ainda Eusebiozinho Silveira, produto da debilidade moral e física do Romantismo.
O filho de Pedro da Maia, após alguns encontros amorosos com a condessa Gouvarinho, conhece madame Castro Gomes (Maria Eduarda) e apaixona-se por ela. A amada rompe com Castro Gomes, com quem não era casada, e vai viver com Carlos da Maia. Considera-se oficialmente sua “noiva”: ambos aguardam apenas a morte do avô Afonso para poderem se casar.
Entretanto, um jornalista idoso, Joaquim Guimarães, entrega a João da Ega uma caixa de documentos a ele confiada por Maria Monforte em Paris, para que ele a encaminhasse a Carlos e à “irmã”. Carlos julgava que a irmã, como a mãe, estivesse morta há muito tempo. Ega lê os documentos e, aterrorizado, vai mostrá-los a Carlos: ele e sua amada, Maria Eduarda, eram irmãos.
Carlos da Maia, desnorteado, volta a encontrar-se com a irmã, numa atitude de incesto consciente. Surpreendido com o reaparecimento da neta, que surgia como amante do irmão, Afonso da Maia falece. A situação entre os irmãos só é solucionada após o funeral: Maria Eduarda, com a identidade esclarecida, vai para Paris e lá se casa; Carlos viaja para a América e o Japão, em companhia de Ega. Mais tarde, Carlos acaba fixando residência também em Paris, onde alia a ociosidade ao diletantismo.

Uma ótima Obra eu recomendo Leiam!


quinta-feira, 14 de julho de 2011

José Maria de Eça de Queirós

José Maria de Eça de Queirós  Póvoa de Varzim, 25 de 
Novembro de 1845 – Paris, 16 de Agosto de 1900.


Um dos mais importantes escritores lusos. Foi autor, entre outros Romances de reconhecida importância, de  Os Maias e O Crime do Padre Amaro; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português dos Sec XIX.

Filho natural do magistrado José Maria de Almeida Teixeira de Queirós e de Carolina Augusta Pereira de Eça, foi registrado como filho de mãe desconhecida e viveu até os dez anos na casa dos  avós paternos, apesar de os pais terem se caso após seu nascimento.

Estudou no Colégio da Lapa, na cidade do Porto até o seu ingresso na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1861. Tratava-se de um momento em que a Universidade fervilhava e seus vários de seus colegas de curso também alcançaram destaque na inteligência portuguesa da época, como Teófilo Braga e Antero de Quental. Nessa época publicará seus primeiros textos, num total de dez artigos que serão reunidos em "Prosas Bárbaras".

Iniciou a carreira de advogado em Évora, em 1867, mas logo seguiu para Lisboa, onde colaborou na redação de "A Gazeta de Portugal" e integrou os debates literários que se intitularam "Cenáculo". Em 1871, participou das Conferências Democráticas do Cassino Lisbonense, com uma palestra intitulada "A Nova Literatura ou o Realismo como expressão de Arte".

Ingressando na carreira diplomática em 1870, serviu em Havana, Bristol (Inglaterra) e finalmente em Paris, onde se casou e pôde se dedicar com maior empenho à literatura. Datam da década de 70 as obras que iriam consagrá-lo, como "O Crime do Padre Amaro" (1875) e "O Primo Basílio" (1878), mas grandes obras foram escritas também nas décadas seguintes, como "A Relíquia" (1887), "Os Maias" (1888) e "A Ilustre Casa de Ramires"; 1900.

Além disso, postumamente, vieram a público outras obras, entre as quais "A Cidade e as Serras" (1901), "Alves & Cia. (1925) e "A Tragédia da Rua das Flores" que, a pedido do autor, só foi publicado 80 anos após a sua morte.