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domingo, 14 de agosto de 2011

"A CONSTRUÇÃO DO GOSTO" / E SUAS VARIAÇÕES...

Música e sociedade no Período Joanino


A CONSTRUÇÃO DO GOSTO: MÚSICA E SOCIEDADE NA CORTE DO RIO DE JANEIRO , 1808-1821.
Passei um ano para terminar esse livro realmente foi uma leitura ótima, na qual me ajudou muito em minhas aulas de História. E depois de uma conversa de horas com meu querido AMIGO e Professor surgiram várias possibilidades para um mestrado. Fui lendo e cada capitulo surgia uma nova pesquisa uma leitura lenta cheia de cautelas mais que me ajudou bastante.
I
De 1808 a 1821, o Rio de Janeiro foi o único centro urbano do Novo Mundo a conviver com práticas de corte e seus protagonistas, já que antes disso nunca uma família real havia colocado os pés em suas colônias. Para recuperar o que foi esse tempo e, principalmente, para refazer os caminhos da música no Brasil na época do príncipe regente D.João (1767-1826), por meio da história da formação do gosto musical brasileiro e de seu entorno, foi que o historiador Maurício Monteiro escreveu A Construção do Gosto – música e sociedade na corte do Rio de Janeiro 1808-1821, originalmente sua tese de doutoramento na Universidade de São Paulo.
Monteiro, em seu trabalho, expõe o que foi o encontro da sofisticada música trazida pela corte portuguesa, ou seja, o classicismo de vanguarda de Mozart (1756-1791) e Joseph Haydn (1732-1809), por exemplo, e os novos gêneros musicais como música de concerto e óperas, com as já existentes no Brasil colônia, isto é, o rico barroco mineiro e os ritmos africanos. “O que importa aqui é perceber como as atividades musicais, aquelas que vieram e aquelas que já existiam por esses trópicos, desenvolveram-se, amalgamando-se, articulando-se ou criando outra”, como observa o autor.
Para tanto, Monteiro constatou a existência de uma trindade de músicos da corte joanina que se tornou o sustentáculo da espiritualidade e do divertimento social, da moral e dos costumes cortesãos, das necessidades e das possibilidades do gosto no Brasil. “Um era diferente do outro, mas viveram num sistema de trocas culturais”, diz Monteiro.
Marco Antônio Portugal (1762-1830) foi o representante do estilo italiano, embora tivesse nascido português. Já Sigismund Neukomm (1778-1758), aluno de Haydn, foi o classicismo vienense, embora tivesse vivido muito tempo na França. E o padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), mulato, foi a única possibilidade e o possível resultado tropical, embora nunca tivesse saído do Rio de Janeiro. “Em termos gerais”, diz o autor, “foram os três compositores de maior popularidade da sociedade carioca, foram os que mais prestígio tiveram junto ao príncipe e à família real”.

II
Até a chegada da família real, diz o autor, predominaria no Rio de Janeiro e no Brasil a idéia de que a atividade musical era uma tarefa mecânica, indigna de um homem branco. E que, portanto, não se tinha o músico como artista, mas como artesão, ainda que muito habilidoso. Com a chegada da corte, segundo Monteiro, esse pensamento ter-se-ia alterado, a partir do momento em que regras de “bem-viver” ou cartilhas de bom-tom começaram a proliferar, incluindo a música, que passou a ser vista sob a ótica da etiqueta e do gosto.
Mas isto não é bem assim. Não é certo que a música fosse atividade só de negros e mulatos. Essa é uma bobagem repetida por muitos historiadores e Monteiro a deve ter lido num desses trabalhos. Se tivesse lido O Rio de Janeiro setecentista (Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2004), do arquiteto Nireu Cavalcanti, que não consta da bibliografia do seu livro, teria percebido que o mestre-capela Antônio Nunes de Siqueira, membro da Academia dos Seletos e da Academia Real da História Portuguesa, que depois entrou no sacerdócio, era branco, músico dos bons e figura importante na sociedade carioca (p.182). Aliás, da página 179 a 184 de seu livro, Cavalcanti relaciona vários músicos brancos (alguns seriam amadores porque não precisavam da música para sobreviver) que se apresentavam no Rio de Janeiro antes da chegada da família real.
Segundo Cavalcanti, era músico (amador) também o médico Francisco Correa Leal bem como seus filhos. Formaram eles um dos grupos que tocaram quando da chegada de dom João. A verdade é que havia músicos brancos, pretos e mulatos, mas, como foi o padre mulato José Maurício quem mais se destacou, historiadores apressados concluíram que era depreciativo ser músico no Rio de Janeiro colonial. Não era.
É claro que a chegada da corte fez crescer o movimento musical no Rio de Janeiro. Até cantores castrados (castratti) foram trazidos da Itália para interpretar árias e obras sacras, como ocorria em Lisboa e nas demais capitais europeias. Monteiro observa, porém, que, mesmo ditando preferências de estilo, a realeza e os reinóis recém-chegados não vieram a anular as já existentes, o que deixou espaço para a criação de novas práticas artísticas e culturais. Até porque, saindo às ruas, o que esses cantores e compositores ouviam, ainda que involuntariamente, eram os sons de batuques.
Nas duas primeiras partes do livro – “Música e Historiografia” e “O Gosto e o Costume” --, o autor traça um panorama da construção do gosto musical no Rio de Janeiro no começo do século XIX. Já em “Um lugar seguro nos trópicos” apresenta o impacto e as transformações artísticas e socioculturais que o Rio de Janeiro começou a sofrer a partir da presença da corte. Também aborda a música dos escravos africanos e dos indígenas e o seu entrecruzamento com a cultura europeia. Em “A música na sociedade da corte” mostra, entre outros temas, as associações religiosas leigas e irmandades que eram “as maiores fornecedoras e consumidoras” de artes no Brasil antes da chegada da corte.
III
O que se lamenta é que o autor repita a informação de que, com a família real, viajaram para o Rio de Janeiro em 1807 entre 10 e 15 mil pessoas, dando-a como líquida e certa, sem apresentar, porém, fontes de arquivo que a comprovem efetivamente. E que também escreva que o Rio de Janeiro contava com cerca de 50 mil habitantes antes da chegada do príncipe regente e que o número triplicou a partir de 1808 e que quase dois terços eram formados por negros e mestiços, igualmente sem apresentar fontes confiáveis.
Se dois terços da população eram de negros e mestiços – ou seja, 30 mil, a levar-se em conta os dados que apresenta, é de imaginar que, das naus que acompanharam D. João e nas demais que chegaram ao Rio de Janeiro em 1808 e 1809, tenha desembarcado – e permanecido na cidade – quase o equivalente ao que havia de população dita branca (porque se sabe também que muitos dos homens principais, filhos de portugueses chegados havia mais tempo, já não seriam tão brancos assim). Imaginar que isso tenha ocorrido é imaginar também que tenha acontecido um tumulto de grandes proporções na cidade do Rio de Janeiro que a documentação que se conhece não comprova, apesar da insistência com que aqueles que sempre defenderam essa tese procuram fazê-lo.
A professora Lilia Moritz Schwarcz, uma das mais brilhantes historiadoras da última geração, que sempre repetiu em seus livros essa informação pouco confiável, em A longa viagem da biblioteca dos reis (São Paulo, Companhia das Letras, 2002), já não se mostrou tão confortável assim com os números, depois que o arquiteto Nireu Cavalcanti, em sua tese de doutorado de 1997, transformada no livro citado acima, garantiu que, somando as listas de passageiros que constam de arquivo, vieram com o príncipe regente apenas 444 pessoas, entre as quais 60 membros da família real e da alta nobreza portuguesa “que chegaram ao Rio de Janeiro entre 1808 e 1809”.
Apesar de ter citado Cavalcanti, Lilia preferiu relacionar várias fontes em que se lê os mais disparatados números. Escreveu que o secretário do bispo Caleppi, “que a tudo assistiu de perto, avaliou que 10 mil pessoas embarcaram na esquadra real”. Citou também uma minuciosa listagem, que consta do arquivo do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (lata 490, pasta 19) que relaciona nominalmente 536 passageiros, número que seria maior porque ao lado dos nomes dos passageiros muitas vezes vinham termos imprecisos como “e mais sessenta pessoas” ou “e outros”.
Observou ainda que o historiador J.M.Pereira da Silva (1817-1897), em época posterior, estimou que “cerca de 15 mil pessoas de todos os sexos e idades abandonaram neste dia as terras de Portugal”. E que um documento encontrado nos papéis de D. Rodrigo de Sousa Coutinho (1755-1812), o conde de Linhares, hoje constantes do acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que pretendia registrar os nomes dos nobres acompanhantes de D. João, apresenta ao final uma informação taxativa: “E mais 5 mil pessoas”. Sem deixar de acrescentar uma nota do tenente irlandês Thomas O´Neill, que acompanhou o embarque em Lisboa e a chegada ao Rio de Janeiro, segundo o qual teriam desembarcado de 16 a 18 mil súditos, incluindo quatro mil soldados da tropa.
Citou também o historiador contemporâneo inglês Kenneth Light que estimou que, naquele 29 de novembro de 1807, em Lisboa, poderiam ter embarcado de 12 a 15 mil pessoas. Mas há mais: o historiador J.Vieira Fazenda avaliou que em três meses a população do Rio de Janeiro aumentou em mais de 20 mil pessoas, enquanto para Rocha Martins (1879-1952) seriam 13.800 os recém-chegados, para A.K.Manchester, 10 mil, e para o sempre pouco confiável Luiz Edmundo (1878-1961), 15 mil. Em conclusão, Lilia preferiu mesmo ficar com a “verdade” consagrada pela historiografia oficial de que os viajantes teriam variado de 10 a 15 mil, embora não haja documento que, peremptoriamente, confirme o dado.
É certo que pelo menos três dos documentos acima citados são coevos do tempo do embarque da família real rumo ao Brasil, mas igualmente podem trazer estimativas exageradas. Não dá para acreditar, por exemplo, que O´Neill, que era oficial da marinha inglesa, embarcado num navio ancorado a quilômetros de distância do porto de Belém, tenha ficado de prancheta em punho a contar o embarque de milhares de viajantes. Esta é mais uma fantasia do tipo daquela segundo a qual D. Maria,  que já não andava bem das idéias, teria dito na carruagem, descendo do Palácio da Ajuda para o porto de Belém, para que não corressem a fim de não dar a impressão de que estariam fugindo. Quem estava lá para saber se ela disse isso mesmo?
Já as demais são citações de historiadores que sempre fizeram do palpite o seu instrumento de trabalho, como ainda é muito comum nos dias que correm. Aliás, Luiz Edmundo já deveria ter sido “canonizado” como o santo padroeiro dos historiadores brasileiros por palpites, assim como Teófilo Braga (1843-1924) é dos portugueses.
IV
O curioso é que nenhum desses historiadores consultou nos livros da Intendência Geral de Polícia da Corte, no Arquivo Nacional da Torre Tombo, as páginas referentes ao mês de novembro de 1807. Se o tivessem feito, com certeza, teriam tido suas convicções abaladas, pois lá está claro que as forças de segurança, às vésperas do embarque da família real, preocuparam-se em evitar que a população percebesse os preparativos para a retirada estratégica (ou fuga, se preferirem).
Assim, por determinação da Intendência, casas de pasto e botequins ao redor do Palácio da Ajuda não tiveram permissão para abrir as portas naqueles dias. E no Rossio foi reforçada a vigilância para evitar ajuntamentos e a propagação de boatos. Da leitura dos livros da Intendência, conclui-se, obviamente, que a saída da família real de Lisboa era um segredo de Estado. Portanto, se era segredo de Estado, como imaginar que a informação possa ter sido compartilhada por 10, 15 ou 18 mil pessoas?
Quem ainda assim duvidar deveria ler o texto “A reordenação urbanística da nova sede da Corte”, do mesmo Nireu Cavalcanti, publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, nº 436, jul.-set., 2007, pp.149-199. Ali se pode ler, por exemplo, que toda a operação de embarque da família real se deu em 40 horas. Não se esqueçam que as tropas de Junot estavam em Sacavém, às portas de Lisboa. Em outras palavras: a família real embarcou no dia 29 e, no dia seguinte, o exército invasor entrou na cidade. Colocar 15 mil pessoas nos navios em tão pouco tempo seria tarefa impossível. Até porque as naus ficavam ao largo e os viajantes tinham de ir até lá em escaleres.
Mas, como correções não se coadunam com os egos inflados de acadêmicos, a historiografia continua a consagrar aquele discurso contraditório, levando historiadores menos atentos a repeti-lo como verdade consagrada. É o caso de Monteiro que repete também a historieta de que teriam ocorrido muito problemas para a instalação daqueles que chegavam, dizendo que as iniciais P.R. (Príncipe Regente) assustavam a todos e que seriam traduzidas jocosamente como “ponha-se na rua”. Se isso se deu, é de imaginar que, praticamente, toda a população de proprietários do Rio de Janeiro (lembrem-se que dois terços seriam negros e mestiços, ou seja, não proprietários em sua imensa maioria) teria sido convidada a deixar suas residências para que fossem abrigados os recém-chegados.
E mais: levando em conta que a limpeza do Rio de Janeiro estava toda confiada apenas aos urubus, como observou Oliveira Lima (1867-1928) em D. João VI no Brasil (Rio de Janeiro, Topbooks, 4ª ed,. 2006), é provável que a presença abrupta de mais 15 mil pessoas acabasse por estimular uma epidemia sem precedentes numa cidade sufocante em que eram comuns ataques biliosos, disenterias, bexigas, linfatites, morféia e sífilis. Só que não há também registro conhecido de uma mortandade sem precedentes. Nem tampouco sobre a construção às pressas de casas ou aposentos para os recém-chegados.
É verdade que Luís Gonçalves dos Santos (1767-1844), o padre Perereca, em Memórias para servir à História do Reino do Brasil, diz que o vice-rei mandou que proprietários e inquilinos de um grande número de casas lhe levassem as chaves até que “aparecesse na Barra Real a esquadra”, mas isso poderia valer tanto para abrigar 500 ou 15 mil pessoas.
Portanto, onde teriam ido se alojar os 15 mil desabrigados consagrados pela historiografia oficial? É, no mínimo, estranho que nenhum documento registre esse pandemônio, sendo mais plausível que tenha ocorrido em dimensões bem reduzidas. Cavalcanti, aliás, em seu livro, diz que pesquisas que realizou sobre a questão da aposentadoria e sua aplicação no Brasil, em função da permanência da corte no período de 1808 a 1823, ano de sua extinção pela legislação brasileira, apontam para o diminuto número de cerca de 120 processos. Mais: naquele texto mais recente, publicado na Revista do IHGB, Cavalcanti diz que, segundo suas pesquisas na documentação, apenas 19 pessoas pediram casa para alugar, usando a lei da aposentadoria. Daqui se conclui que, se o episódio do “ponha-se na rua” ocorreu em 1808 ou 1809, envolveu bem poucas famílias.
V
Monteiro também repete o que a historiografia oficial consagrava sobre a presença da missão francesa de 1816 no Rio de Janeiro, com base em estudos de Afonso Taunay (1876-1958) e Donato Melo Júnior, sem levar em conta a importante revisão que Lilia Moritz Schwarcz fez sobre o assunto em O Sol do Brasil: Nicolas-Antoine Taunay e as desventuras dos artistas franceses na corte de D. João (São Paulo, Companhia das Letras, 2008), talvez porque o lançamento dos dois livros praticamente coincidiu. E não tenha havido tempo para correções ou aditamentos.
Monteiro ainda informa à pág.216 que, ao embarcar em Lisboa para o Rio de Janeiro, o príncipe regente trazia consigo alguns dos melhores músicos da corte, mas não relaciona seus nomes nem diz em que nau  teriam vindo como tampouco aponta qualquer fonte de arquivo que possa corroborar sua informação. Seria mais um palpite.
Mas, a título de colaboração, pode-se dizer que há passaportes passados em Lisboa, ao final do ano de 1809, para os músicos Antonio Pedro Gonçalves, João Mazzioti, Joaquim Antonio Gomes Calão (padre cantor), José Caparica, José Joaquim Borges (cantor) e Nicolau Heredia. E que, em 1812, chegaram ao Rio de Janeiro Simão Portugal (mestre de música) e os músicos de câmara Eugênio José Farnese, Policarpo José de Faria e Vicente de L. C., cujos passaportes estão no Arquivo Histórico Ultramarino (AHU), de Lisboa.
Seja como for, estas observações não tiram a maior parte dos méritos do livro, uma importante contribuição para a reconstituição do que foi “um momento rico em informações e prática musical sofisticada e atualizada” que é “o período de permanência da nobreza portuguesa no Brasil”, conforme diz o maestro Júlio Medaglia no prefácio. E que mostra também que D. João não era o bobalhão que pretensos historiadores até hoje procuram mostrar em livros que vendem muito e minisséries de TV, mas que não têm nenhum compromisso com a verdade histórica dos documentos.
Como mostra Monteiro, D. João era, isso sim, um homem de gostos refinados, preocupado com a música e as artes, na medida das possibilidades de sua corte que, em comparação com as cortes europeias, seria de uma pobreza franciscana. Aliás, bem menos numerosa e aparatosa do que imaginaram muitos historiadores. E que, aliás, por isso mesmo, sempre exercitou a hoje chamada política de privatização, pois sempre que podia passava o chapéu entre os ricos comerciantes ou delegava a algum deles o direito de atuar em seu nome, como, por exemplo, recolher impostos, tal qual o governo luso atual que anda a privatizar consulados pelo mundo.
Nada disso, porém, impediu D. João de, a rigor, fundar a Nação brasileira, criando as instituições básicas do que viria a ser um país independente. Mas é claro que o príncipe regente continuará a ser apresentado como um tipo grosseiro e de maus bofes por aqueles pretensos historiadores -- até porque nunca ninguém perdeu dinheiro por apostar na estupidez humana.
Depois de tantas variações encontradas, A Construção do Gosto  e um ótimo livro eu recomendo Leiam!!!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Nelson Freire performs Liszt Piano Concerto No. 2 - LIVE! - pt II of II

Música de qualidade: faz bem a alma e inspira a vida!!!
Bom Final de Semana!!

Nelson Freire Liszt : Harmonies du Soir



Essa semana fui  com minha gatinha a  Livraria Cultura buscar meu CD do Grande Nelson Freire  Liszt : Harmonies Du Soir. Estou em um momento bem feliz da minha vida algumas adaptações mas feliz e estou sentindo tudo e todos graças a boa Música que tenho escutado Nelson o maior Pianista de todos os tempos tocando Liszt que também aprendia a gostar. Liszt iniciou-se no piano com o pai. Apresentou-se ao público pela primeira vez aos nove anos de idade e, encantados com o menino prodígio, vários nobres decidiram contribuir com fundos para a continuação dos seus estudos. 

Em 1822 partiu para Viena, onde deu vários concertos, sendo aplaudido inclusive por Beethoven em abril de 1823. Teve aulas com Salieri (composição) e Czerny (piano).

Em seguida radicou-se na França, onde foi impedido de ingressar no Conservatório de Paris, por ser estrangeiro. Liszt completou seus estudos com aulas particulares, com Reicha e Paer. Aos 14 anos de idade, compôs sua primeira ópera, em um ato, "Don Sancho".

Conheceu  Chopin, Berlioz, Lamartine, Victor Hugo George Sand e Heinrich Heine, e se familiarizou com o romantismo. Sua fama com as mulheres também era grande. Foi para a Suíça, em 1835, com a condessa Marie D'Agoult, com quem teve três filhos.

Em 1842 mudou-se para Weimar, abandonando a carreira de solista para assumir o cargo de diretor musical da Ópera. Foi lá que nasceu seu interesse pela música orquestral e que conheceu o compositor Richard Wagner, futuro marido de sua filha Cosima.

Em Weimar ele viveu, em 1848, um romance com a princesa Caroline Sayn-Wittgenstein. Em 1858, aborrecido com suas funções em Weimar e separado da princesa, Liszt foi para a Itália e se tornou membro da terceira ordem dos franciscanos em 1865. Nesse período dedicou-se a obras sacras.

Compôs as famosas "Rapsódias Húngaras", os "Estudos Transcendentais", além de transcrever inúmeras peças para piano, das quais se destacam as coletâneas "Anos de Peregrinação" e "Harmonias Poéticas e Religiosas".

Liszt escreveu duas sinfonias, a "Sinfonia Dante", inspirada na "Divina Comédia" de Dante Alighieri, e a "Sinfonia Fausto", composta por diferentes quadros que caracterizam as personagens de "Fausto", do escritor alemão Goethe. 

O músico também possui inúmeros lieder e peças para música de câmara, das quais se deve destacar aquelas para violino e piano. Sua "Sonata em Si Menor", apesar de não ter agradado a Johannes Brahms, que diz ter adormecido durante a execução, é provavelmente a obra maior do compositor húngaro.

Fez uma visita à Inglaterra, em 1886, mas a viagem esgotou-o. Em Budapeste foi festejado como compositor nacional da Hungria. Liszt morreu na casa de Wagner, em Bayreuth, a 31 de julho de 1886, sendo considerado o maior pianista do século XIX.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Inspiração ao som da Rhema Marvanne

Como todos já perceberam estou apaixonado por essa garota a Rhema Marvanne de uma bela voz!! Tão Singela com suas canções e emoçoes, estou sentindo a cada dia mas inspiração para escrever.
Tenham todos Um ótimo Sábado!!


Amazing Grace - Rhema Marvanne 7 yr Gospel singer

E com a Cabeça Borbulhando com mil pensamentos pq penso tanto ne?!! rs... Mas essa bela voz da Rhema Marvanne me acalma e já posso me dispedir desse Dia e dizer Boa Noite!! Amazing Grace.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Dia do Músico!


Parabéns  a  todos Músicos Arranjadores, compositores, pesquisadores, regentes, intérpretes, instrumentistas... Não importa em qual área desta arte você atue, você foi escolhido para traduzir a linguagem de Deus aos homens.
Creio que nada nos aproxime tanto do nosso pai celeste quanto a música, por isso somos especiais, embora tão desvalorizados. Nossos aplausos a todos os músicos do mundo

Música é freqüentemente definida como linguagem universal, como uma arte de combinar sons para obter efeitos expressivos. É uma descrição apropriada, dando crédito à filosofia "Um Mundo, Um Povo" adotada por muitos dos maiores pensadores do mundo.

         Refletindo sobre esse conceito, Acredito que música representa a alma da humanidade, cultura por cultura. Quando ouso  música misturo um arco-íris de estilos e etnicidades, e testemunho as almas de muitas culturas unindo-se de forma óbvia e tranqüila. O resultado é mais cor, beleza e força. Uma rede sem costuras. Unidade. Faço isso o tempo todo. Eu tenho esse sentimento, e não é nada constrangedor ou incomum. Na realidade, é natural. Significa que a raça humana tem a chance de encontrar um solo comum. Você pode dizer que sou um sonhador, como John Lennon certa vez cantou mas preciso ser um sonhador. Preciso poder ver como o mundo pode ser. Sou um artista. Sou sobre instinto, não lógica ou história. Se nossas  almas unem-se na música, elas podem unir-se em qualquer lugar, e como pessoas podemos atingir harmonia e paz".
"Música é uma linguagem incrivelmente direta. Ela transpõe
 língua e lógica, e fala diretamente a sua alma.  

Jazz de Kurt Elling

Kurt Elling (nascido em 02 de novembro de 1967) é um americano cantor de Jazz  vocalista, compositor, letrista e Vocalese performer. Nascido em Chigago, lllinois, e criado em Rockford Ellin primeiro se interessou por música através de seu pai, que era mestre de capela em uma igreja luterana. Crescer, Elling cantou em corais e tocou vários instrumentos musicais, mas não foi exposto ao jazz até que ele assistiu Gustavus Adolphus College. Elling matriculados no ensino de graduação na Universidade de Chicago  Divinity Shool, mas deixou a escola um crédito de curto de mestrado e um de prosseguir uma carreira como vocalista de jazz.

Boas Lembranças

Na quinta-feira dia 18/11 quando eu fui aplicar a prova do Saresp em uma escola na qual não era a minha, um ambiente diferente acabei de aplicar a prova para os alunos do 7º ano meio sem saber o que fazer,procurando uma sala com internet encontrei a sala dos Professores e estava passando um filme que marcou minha adolescência (Mudança de Hábito) a parte que mas me emocionei claro a melhor música! Happy Day e  joyful joyful. Saudades de quando a minha única preocupação era a escola!
Tudo passa. Não que agora não esteja bom, mas da saudades.







16ª Competição Internacional de Piano Frédéric Chopin



Aos 30 de Setembro  a  23 de outubro,  aconteceu  a 16ª Competição Internacional de Piano Frédéric Chopin a prestigiosa Competição Internacional de Piano Fryderyk Chopin foi vencida por uma mulher. A 1º mulher a ganhar esse concurso a russa Yulianna Avdeeva de 25 anos ganhou uma medalha de ouro, um cheque de 30 mil euros e um convite para se apresentar com a Filarmônica de Nova York.






domingo, 14 de novembro de 2010

Le Parapluie


Pra quem curte música Francesa essa é a letra de  um compositor que eu gosto há muito tempo, o nome dele é Yann Tiersen e ele é famoso por ter feito a trilha sonora do filme Amelie Poulain. Essa música é um poema recitado e pra mim, a letra  é show. Hoje falamos muito sobre ela. Tema das aulas  de Filosofia na USP, me encantou me inspirou. 





Le Parapluie - Guarda chuva


Il pleuvait fort sur la grand-route         Chovia forte sobre a rodovia
Ell' cheminait sans parapluie              Ela toda molhada e sem guarda-chuva
J'en avais un, volé, sans doute           Eu tinha um, sem dúvida roubado.
Le matin même à un ami                   Na mesma manhã, de um amigo.
Courant alors à sa rescousse            Corri então ao seu salvamento
Je lui propose un peu d'abri                Eu lhe ofereci um pouco de abrigo
En séchant l'eau de sa frimousse       E secando a água de sua roupa
D'un air très doux, ell' m'a dit " oui "    Com um ar muito suave, ela me disse 'sim'.

Un p'tit coin d'parapluie                     Um pequeno canto de um guarda-chuva
Contre un coin d'paradis                   Contra a um canto do paraíso
Elle avait quelque chos' d'un ange    Ela tinha alguma coisa de um anjo
Un p'tit coin d'paradis                        Um pequeno canto do paraíso
Contre un coin d'parapluie                 Contra a um canto de guarda-chuva
Je n'perdais pas au chang', pardi !    Eu não notei a diferença, perdi

Chemin faisant, que ce fut tendre    Ao longo do caminho que foi suave
D'ouïr à deux le chant joli                Nós dois ouvíamos a bela canção
Que l'eau du ciel faisait entendre    Que a água do céu fazia-se escutar
Sur le toit de mon parapluie !          Sobre o teto do meu guarda-chuva!
J'aurais voulu, comme au déluge    Eu gostaria que como em uma inundação
Voir sans arrêt tomber la pluie        Eu visse a chuva cair sem parar
Pour la garder, sous mon refuge     Para mantê-la sob o meu refúgio
Quarante jours, quarante nuits.       Quarenta dias, quarenta noites.

Mais bêtement, même en orage   Mas estupidamente, até em uma tempestade.
Les routes vont vers des pays      Estradas vão pelo país
Bientôt le sien fit un barrage          Em breve vimos um obstáculo
À l'horizon de ma folie !                No horizonte da minha loucura!
Il a fallu qu'elle me quitte               Era necessário que ela me deixasse
Après m'avoir dit grand merci       Após o grande obrigado que me disse
Et je l'ai vu', toute petite                 E eu já a vi bem pequenina
Partir gaiement vers mon oubli     Partir feliz pro meu esquecimento.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Vinicius de Moraes

Se estivesse vivo hoje completaria 97 anos.

“A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.”



 (1913 - 1980)

Marcus Vinicius da Cruz e Mello Moraes aos nove anos de idade parece que pressente o poeta: vai, com a irmã Lygia ao cartório na Rua São José, centro do Rio, e altera seu nome para Vinicius de Moraes. Nascido em 19-10-1913, na Rua Lopes Quintas, 114 — bairro da Gávea, na Cidade Maravilhosa, desde cedo demonstra seu pendor para a poesia. Criado por sua mãe, Lydia Cruz de Moraes, que, dentre outras qualidades, era exímia pianista, e ao lado do pai, Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, poeta bissexto, Vinicius cresce morando em diversos bairros do Rio, infância e juventude depois contadas em seus versos, que refletiam o pensamento da geração de 1940 em diante.


Em 1916, a família muda-se para a rua Voluntários da Pátria, 129, no bairro de Botafogo, passando a residir com os avós paternos, Maria da Conceição de Mello Moraes e Anthero Pereira da Silva Moraes.

No ano seguinte mudam-se para a rua da Passagem, 100, no mesmo bairro. Nasce seu irmão Helius. Com a irmão Lydia, passa a freqüentar a escola primária Afrânio Peixoto, à rua da Matriz.

Em 1920, por disposição de seu avô materno, é batizado na maçonaria, cerimônia que lhe causaria grande impressão.

Após três outras mudanças, em 1922 a família transfere-se para a Ilha do Governador, na praia de Cocotá, 109-A.

Faz sua primeira comunhão na Matriz da rua Voluntários da Pátria, no ano seguinte.

Em 1924, inicia o Curso Secundário no Colégio Santo Inácio, na rua São Clemente. Começa a cantar no coro do colégio nas missas de domingo, criando fortes laços de amizade com seus colegas Moacyr Veloso Cardoso de Oliveira e Renato Pompéia da Fonseca Guimarães, este sobrinho de Raul Pompéia. Participa, como ator, em peças infantis.

Torna-se amigo dos irmãos Paulo e Haroldo Tapajóz, em 1927, com os quais começa a compor. Com eles, e alguns colegas do colégio, forma um pequeno conjunto musical que atua em festinhas, em casas de famílias conhecidas.

Compõe, no ano seguinte, com os irmãos Tapajóz, "Loura ou morena" e "Canção da noite", que têm grande sucesso.  Nessa época, namora invariavelmente todas as amigas de sua irmã Laetitia.

A família volta a morar na rua Lopes Quintas em 1929, ano em que Viniciusbacharela-se em Letras no Santo Inácio. No ano seguinte entra para a faculdade de Direito da rua do Catete, sem vocação especial. Defende tese sobre a vinda de d. João VI para o Brasil, para ingressar no "Centro Acadêmico de Estudos Jurídicos e Sociais" (CAJU), tornando-se amigo de Otávio de Faria, San Thiago Dantas, Thiers Martins Moreira, Antônio Galloti, Gilson Amado, Hélio Viana, Américo Jacobina Lacombe, Chermont de Miranda, Almir de Andrade e Plínio Doyle. 

Em 1931, entra para o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR).

Forma-se em Direito e termina o Curso de Oficial da Reserva, em 1933. Estimulado por Otávio de Faria, publica seu primeiro livro, O caminho para a distância, na Schimidt Editora.

Forma e exegese, seu livro de poesias lançado em 1935, ganha o prêmio Felipe d'Oliveira.

Em 1936, substitui Prudente de Moraes Neto como representante do Ministério da Educação junto à Censura Cinematográfica. Publica, em separata, o poema "Ariana, a mulher". Conhece o poeta Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, dos quais se torna amigo.

Em 1938, é agraciado com a primeira bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford, para onde parte em agosto daquele ano. Trabalha como assistente do programa brasileiro da BBC. Conhece, então, na casa de Augusto Frederico Schmidt, o poeta e músico Jayme Ovalle, de quem se tornaria um dos maiores amigos. Instado por outro grande amigo, Otávio de Faria, a se tornar um poeta mais com os pés no chão, e não o "inquilino do sublime" como, então, o chamou, lança Novos Poemas. Seguindo esta mesma linha, são lançados, posteriormente, Cinco Elegias, em 1943, e Poemas, Sonetos e Baladas, escrito em 1946, que já começam a  mostrar o poeta sensual e lírico, mas, como ele próprio disse, um "poeta do cotidiano".

No ano seguinte, casa-se por procuração com Beatriz Azevedo de Mello. No final desse ano, retorna ao Brasil devido à eclosão da II Grande Guerra. Parte da viagem é feita em companhia de Oswald de Andrade.

O ano de 1940 marca o nascimento de sua primeira filha, Suzana. Torna-se amigo de Mário de Andrade.

Estréia como crítico de cinema e colaborador no Suplemento Literário do jornal "A Manhã", em companhia de Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Afonso Arinos de Melo Franco, sob a orientação de Múcio Leão e Cassiano Ricardo, em 1941.

Em 1942, nasce seu filho Pedro. Favorável ao cinema silencioso, Vinicius inicia um debate sobre o assunto com Ribeiro Couto, que depois se estende à maioria dos escritores brasileiros mais em voga, e do qual participam Orson Welles e madame Falconetti. A convite do então prefeito de Belo Horizonte (MG), Juscelino Kubitschek, chefia uma caravana de escritores brasileiros àquela cidade, onde se liga por amizade a Hélio Pelegrino, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e Otto Lara Resende.  Juntamente com Rubem Braga e Moacyr Werneck de Castro, inicia a roda literária do Café Vermelhinho, no Rio de Janeiro, à qual se misturam a maioria dos jovens arquitetos e artistas plásticos da época, como Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Afonso Reidy, Jorge Moreira, José Reis, Alfredo Ceschiatti, Santa Rosa, Pancetti, Augusto Rodrigues, Djanira e Bruno Giorgi, entre outros. Conheceu a escritora argentina Maria Rosa Oliveira e, através dela, Gabriela Mistral. Freqüenta as domingueiras na casa de Aníbal Machado. Ainda nesse ano, faz extensa viagem ao Nordeste do Brasil acompanhando o escritor americano Waldo Frank, a qual muda radicalmente sua visão política, tornando-se um antifacista convicto. Na estada em Recife, conhece o poeta João Cabral de Melo Neto, de quem se tornaria, depois, grande amigo.

No ano seguinte, ingressa, por concurso, na carreira diplomática. Publica Cinco Elegias em edição mandada fazer por Manuel Bandeira, Aníbal Machado e Otávio de Faria.

Dirige, em 1944, o Suplemento Literário de "O Jornal", onde lança, entre outros, Pedro Nava, Francisco de Sá Pires, Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Marcelo Garcia e Lúcio Rangel, em colunas assinadas, e publica desenhos de artistas plásticos até então pouco conhecidos, como Athos Bulcão, Maria Helena Vieira da Silva, Alfredo Ceschiatti, Carlos Scliar, Eros (Martin) Gonçalves e Arpad Czenes.

Em 1945, um grande susto: sofre grave desastre de avião na viagem inaugural do hidro "Leonel de Marnier", perto da cidade de Rocha, no Uruguai. Em sua companhia estão Aníbal Machado e Moacyr Werneck de Castro. Colabora com vários jornais e revistas, como articulista e crítico de cinema. Escreve crônicas diárias para o jornal "Diretrizes". Faz amizade com o poeta chileno Pablo Neruda.

No ano de 1946, assume seu primeiro posto diplomático: vice-consul do Brasil em Los Angeles, Califórnia (USA). Ali permanece por quase cinco anos, sem retornar ao seu país. Publica, em edição de luxo, com ilustrações de Carlos Leão, seu livro, Poemas, sonetos e baladas.

Vinicius, amante da sétima arte, inicia seus estudos de cinema com Orson Welles e Gregg Toland.  Lança, com Alex Viany, a revista Film, em 1947.

Em 1949, João Cabral de Melo Neto tira, em sua prensa manual, em Barcelona, uma edição de cinqüenta exemplares de seu poema Pátria Minha.

Visita o poeta Pablo Neruda, no México, que se encontrava gravemente enfermo. Ali conhece o pinto Diogo Siqueiros e reencontra o pintos Di Cavalcanti. Morre seu pai. Volta ao Brasil, em 1950.

No ano seguinte, casa-se, pela segunda vez, com Lila Maria Esquerdo e Bôscoli. A convite de Samuel Wainer, começa a colaborar no jornal "Última Hora", como cronista diário e posteriormente crítico de cinema. 

Em 1952, é nomeado delegado junto ao Festival de Punta del Este, fazendo paralelamente sua cobertura para "Última Hora". Terminado o evento, parte para a Europa, encarregado de estudar a organização dos festivais de cinema de Cannes, Berlim, Locarno e Veneza, no sentido da realização do Festival de Cinema de São Paulo, dentro das comemorações do IV Centenário da cidade. Em Paris, conhece seu tradutor francês, Jean Georges Rueff, com quem trabalha, em Estrasburgo, na tradução de suas  Cinco Elegias. Sob encomenda do diretor Alberto Cavalcanti, com seus primos Humberto e José Francheschi, visita, fotografa e filma as cidades mineiras que compõem o roteiro do Aleijadinho, com vistas à realização de um filme sobre a vida do escultor.

Em 1953, nasce sua filha Georgiana. Compõe seu primeiro samba, música e letra, "Quando tu passas por mim". Faz crônicas diárias para o jornal "A Vanguarda" e colabora no tablóide semanário "Flan", de "Última Hora". Parte para Paris como segundo secretário de Embaixada. Escreve Orfeu da Conceição, obra que seria premiada no Concurso de Teatro do IV Centenário da Cidade de São Paulo no ano seguinte, e que teve montagem teatral em 1956, com cenários de Oscar Niemeyer. Posteriormente transformada em filme (com o nome de Orfeu negro) pelo diretor francês Marcel Camus, em 1959, obteve grande sucesso internacional, tendo sido premiada com a Palma de Ouro no Festival de Cannes e com o Oscar, em Hollywood, como o melhor filme estrangeiro do ano. Nesse filme acontece seu primeiro trabalho com Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim).

Sai da primeira edição de sua Antologia Poética. A revista "Anhembi" publicaOrfeu da Conceição, em 1954.

No ano seguinte, compõe, em Paris, uma série de canções de câmara com o maestro Cláudio Santoro.  Começa a trabalhar para o produtor Sasha Gordine, no roteiro do filme Orfeu negro. Volta ao Brasil em curta estada, buscando obter financiamento para a realização do filme. Diante do insucesso da missão, retorna a Paris em fins de dezembro.

Em 1956, retorna à pátria, no gozo de licença-prêmio. Nasce sua filha, Luciana. A convite de Jorge Amado, colabora no quinzenário "Para Todos", onde publica, na primeira edição, o poema O operário em construção. A peçaOrfeu da Conceição é encenada no Teatro Municipal, que aparece também em edição comemorativa de luxo, ilustrada por Carlos Scliar. As músicas do espetáculo são de autoria de Antônio Carlos Jobim, dando início a uma parceria que, tempos depois, com a inclusão do cantor e violonista João Gilberto, daria início ao movimento de renovação da música popular brasileira que se convencionou chamar  de bossa nova. Retorna ao posto, em Paris, no final do ano.

Publica Livro de Sonetos, em edição de Livros de Portugal, em 1957. É transferido da Embaixada em Paris para a Delegação do Brasil junto à UNESCO. No final do ano é transferido para Montevidéu, regressando, em trânsito, ao Brasil.

Em 1958, sofre um grave acidente de automóvel. Casa-se com Maria Lúcia Proença. Parte para Montevidéu. Sai o LP "Canção do amor demais", de músicas suas com Antônio Carlos Jobim, cantadas por Elizete Cardoso. No disco ouve-se, pela primeira vez, a batida da bossa nova, no violão de João Gilberto, que acompanha a cantora em algumas faixas, entre as quais o samba "Chega de saudade", considerado o marco inicial do movimento.

1959 marca o lançamento do LP "Por toda a minha vida", de canções suas com Jobim, pela cantora Lenita Bruno. Casa-se sua filha Susana.

No ano seguinte, retorna à Secretaria de Estado das Relações Exteriores. Em novembro, nasce seu neto Paulo. Sai a segunda edição de sua Antologia Poética, uma edição popular da peça Orfeu da Conceição  e Recette de femme et autres poèmes, tradução de Jean-Georges Rueff.

Começa a compor com Carlos Lyra e Pixinguinha. Aparece Orfeu negro, em tradução italiana de P. A. Jannini, em 1961.

Dá início à composição de uma série de afro-sambas, em parceria com Baden Powell, entre os quais "Berimbau" e "Canto de Ossanha". Com Carlos Lyra, compõe as canções de sua comédia musicada Pobre menina rica. Em agosto desse ano, 1962, faz seu primeiro show, que obteve grande repercussão, ao lado de Jobim e João Gilberto, na boate "Au Bon Gourmet", iniciando a fase dos "pocket-shows", onde foram lançados grandes sucessos internacionais como "Garota de Ipanema" e "Samba da benção". Na mesma boate, faz apresentação com Carlos Lyra para apresentar "Pobre menina rica", ocasião em que é lançada a cantora Nara Leão. Compõe, com Ary Barroso, as últimas canções do grande mestre da MPB, como "Rancho das Namoradas". É lançado o livro Para viver um grande amor. Grava, como cantor, um disco com a atriz e cantora Odete Lara.

Em 1963, inicia uma parceria que produziria grandes sucessos com Edu Lobo. Casa-se com Nelita Abreu Rocha e retorna a Paris, assumindo posto na Delegação do Brasil junto à UNESCO.

No início da revolução de 1964, retorna ao Brasil e colabora com crônicas semanais para a revista "Fatos e Fotos", ao mesmo tempo em que assinava crônicas sobre música popular para o "Diário Carioca". Começa a compor com Francis Hime. Com Dorival Caymmi, participa de show muito sucesso na boate Zum-Zum, onde lança o Quarteto em Cy. Desse show é feito um LP.

1965 marca o lançamento de Cordélia e o peregrino, em edição do Serviço de Documentação do Ministério de Educação e Cultura. Ganha o primeiro e segundo lugares do I Festival de Música Popular de São Paulo, da TV Record, em canções de parceria com Edu Lobo e Baden Powell. Parte para Paris e St. Maxime para escrever o roteiro do filme "Arrastão". Indispõem-se com o diretor e retira suas músicas do filme. Parte de Paris para Los Angeles a fim de encontrar-se com Jobim. Muda-se de Copacabana para o Jardim Botânico, à rua Diamantina, 20. Começa a trabalhar no roteiro do filme "Garota de Ipanema", dirigido por Leon Hirszman. Volta ao show com Caymmi, na boate Zum-Zum.

No ano seguinte é lançado o livro Para uma menina com uma flor. São feitos documentários sobre o poeta pelas televisões americana, alemã, italiana e francesa. Seu "Samba da benção", em parceria com Baden Powell, é incluído, em versão do compositor e ator Pierre Barouh, no filme "Un homme... une femme", vencedor do Festival de Cannes do mesmo ano. Vinicius participa do juri desse festival.

Em 1967, sai a sexta edição de sua Antologia Poética e a segunda de Livro de Sonetos (aumentada). Faz parte do júri do Festival de Música Jovem, na Bahia. Ocorre a estréia do filme "Garota de Ipanema". É colocado à disposição do governo de Minas Gerais no sentido de estudar a realização anual de um Festival de Arte em Ouro Preto.

Falece sua mãe, em 25 de fevereiro de 1968. Aparece a primeira edição de suaObra Poética. Seus poemas são traduzidos para o italiano por Ungaretti.

Em 1969, é exonerado do Itamaraty. Casa-se com Cristina Gurjão, com quem tem uma filha chamada Maria. 

No ano seguinte, casa-se com a atriz baiana Gesse Gessy. Inicia parceria com o violonista Toquinho.

Em 1971, muda-se para Salvador, Bahia. Viaja pela Itália, numa espécie de auto-exílio. No ano seguinte, com Toquinho, lança naquele país o LP "Per vivere un grande amore". 

A Pablo Neruda é lançado em 1973. Trabalha, no ano seguinte, no roteiro, não concretizado, do filme "Polichinelo". Participa de show com Toquinho e a cantora Maria Creuza, no Rio. Confirmando os boatos de que o governo o perseguia, excursiona pela Europa e grava dois discos na Itália com Toquinho, em 1975.

Em 1976, novo casamento, agora com Marta Rodrigues Santamaria. Escreve as letras de "Deus lhe pague", em parceria com Edu Lobo.

Participa de show na casa de espetáculos "Canecão", no Rio, com Tom Jobim, Toquinho e Miúcha.  Grava um LP em Paris, com Toquinho, em 1977.

No ano seguinte, excursiona com Toquinho pela Europa. Casa-se com Gilda de Queirós Matoso.

Em 1979, participa de leitura de poemas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), a convite do líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva. Voltando de viagem à Europa, sofre um derrame cerebral no avião. Perdem-se, na ocasião, os originais de Roteiro lírico e sentimental da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. 

No dia 17 de abril de 1980, é operado para a instalação de um dreno cerebral. Morre, na manhã de 09 de julho, de edema pulmonar, em sua casa na Gávea, em companhia de Toquinho e de sua última mulher. Extraviam-se os originais de seu livro O deve e o haver.



Lançado postumamente, no  Livro de Letras, publicado em 1991, estão mais de 300 letras de músicas de autoria de Vinícius, com melodias suas e de um sem número de compositores, ou parceirinhos, como carinhosamente os chamava.



domingo, 17 de outubro de 2010

Chopin "O Poeta do Piano"

Hoje completa 161 anos que  Morreu "O Poeta do Piano"  em homenagem vamos falar mas sobre:Frederyc Franciszek Chopin ou Frédéric François Chopin, popularmente conhecido apenas como: Chopin ( 01/03/1810 e 17/10/1849 ).
Seu pai, Nicholas, fugiu de casa aos dezesseis anos, pois não gostava da vida do campo, nem dos vinhedos e nem da mentalidade de seus parentes. Então, a primeira providência que ele tomou, chegando em Varsóvia, foi traduzir seu nome para o polonês e abrir mão da sua cidadania francesa. Mikolaj (Nicholas) se tornou militar rebelde durante o domínio dos russos. Quando houve o levante para a liberdade da Polônia, ele se juntou  aos nacionalistas. Contudo, o movimento foi derrotado. O território polonês foi dividido entre a Rússia, a Prússia e a Áustria. Depois, devido a  vitória da Revolução Francesa, em 1789, o idioma francês tornou-se importante para os poloneses, nisso, Mikolaj viu uma oportunidade: ser professor de línguas da alta sociedade de Varsóvia. Por causa dos ambientes que frequentava, aprendeu a ser elegante, fino e com gosto requintado,e conveceu o Conde Skarbek a contratá-lo para orientar  na educação de seu filho.
Assim, em 1802, Mikolaj Chopin deixou a capital e se mudou para a vasta propriedade do conde, numa localidade vizinha, Zelazowa Wola.
Casou-se com Tekla Justyna Kryzanowska e tiveram uma filha, Ludwika.

Em 1810, no dia 1 de março se alegraram com a chegada de um novo filho, que deram o nome Frederyck Franciszeck. Chopin teve uma infância muito tranquila em Zelazowa, mas depois, seu pai regressou à capital para lecionar num Liceu. Mais duas meninas aumentaram a família, Isabella e Emilie. Moravam num confortável apartamento, onde o pai pode instalar um pensionato para os alunos do Liceu. A mais alta classe da sociedade frequentava o apartamento para tomar aulas de piano com Tekla Justyna e para aperfeiçoar o francês com Mikolaj, pois a simpatia e o bom gosto do casal atraía a todos. 
E foi nesse meio que Chopin creceu; recebendo a mesma educação que os jovens da nobreza recebiam.
A sua irmã Ludwika tocava piano e lhe ensinou o que sabia, pois a curiosidade e o interesse do irmão pela música e pelo piano já apareceram desde pequeno. Mas chegou uma hora que o garoto a ultrapassara.

O pai de Chopin, encantado com o talento do filho, arranjou-lhe um professor: Adalbert Zwyny. Este percebeu a genialidade de Chopin e procurou não sufocá-lo.

Em 1817, Chopin compôs a Polonaise em Sol Menor, era a primeira composição de Chopin a ser publicada (ele teve que pedir para o seu professor que escrevesse a sua obra, pois não sabia escrever música).

Somente em 1822, Chopin alcançou êxito significativo, pois se apresentou para a mãe do Czar da  Rússia. Esta ficou encantada com a fantástica interpretação do Concêrto em Mi menor, de Adalbert Gyrowetz.

Embora valorizasse o talento do filho, Mikolaj matriculou Chopin no Liceu, pois prezava a formação completa do menino, que passou a estudar Latim e Grego, História e Filosofia, e apenas nas horas de descanço se dedicava com afinco ao piano e à música, aprendendo teoria com o diretor do Conservatório de Varsóvia e amigo de Mikolaj: Joseph Elsner.

Quando completou o ano letivo, Chopin foi passar as férias num vilarejo do interior. No campo ele se encantou com a simplicidade dos aldeões, e teve contato com as músicas e danças populares. Impressionado, inspirou-se e compôs a Mazurka em Lá menor - opus.17 nº4 (compôs 57 mazurkas ao longo de sua vida).

Mazurca: dança animada, tradicional da Polônia (sec. XVI). Tornou-se conhecida por toda Europa, junto com a polca (de estrutura similar), durante a segunda metade do século XIX.
Chopin ingressou para o quarto ano do Liceu, pois tinha sido muito bem preparado pelo pai, e em julho de 1824, ele concluiu o curso com notas excelentes e prêmios em História e Literatura. (Nada melhor do que boas notas para animar, hehe). Contentíssimo, Chopin compôs a Polonaise em Si bemol Menor.

As realizações na escola e a nova peça trouxe um clima de festa e alegria à casa dos Chopin, que foi quebrado com a morte da caçula Emilie, em 1825, de tuberculose. A família toda ficou abalada, inclusive Chopin, que demorou mais de um ano para se recuperar, pois Emilie era a sua companheira mais próxima.

A família havia se instalado na estação termal da Silésia, por causa de Emilie, mas em 1826, Chopin regressou à Varsóvia. Apesar da melancolia, ele já havia decidido o seu futuro: matriculou-se no conservatório a fim de estudar música a sério, sob a orientação de Joseph Elsner.

Apesar da fama de Elsner de ser um professor intransigente, este tratou Chopin com benevolência e compreensão, pois já conhecia o extraordinário talento do rapaz, e por isso, incentivava-o a ser um mau aluno (hehe), que não fizesse os exercícios de rotina, para que ele apenas se dedicasse à composição de música pianística.

Nessa época, Chopin compôs Rondó à la Mazurka  e depois Variações sobre um Tema de Mozart ( a ária "La ci darem la mano", da ópera "Don Giovani"). Apesar da influência classicista nessas peças, o estilo "chopiniano" já pode ser distinguido.

   Em 1828, um amigo de seu pai, o Professor Jarocki, tinha uma passagem extra para Berlim e convidou Chopin.  Foi a sua primeira viagem ao exterior e na capital alemã teve contato com muitos estilos de música, mas  foi a "Ode a Santa Cecília", de Handel que mais o impressionou. 
   "É o que mais se aproxima ao ideal de música elevada que tenho em minha alma".
(Frédéric Chopin.)

   Chopin considerava a maioria dos seus contemporâneos com alguma indiferença, apesar de ter muitas amizades com aqueles ligados ao romantismo na música, na literatura  e nas artes (muitos deles através de sua ligação com George Sand). A música de Chopin é, entretanto, considerada por muitos como um ponto culminante do estilo romântico. A pureza clássica relativa e a discrição em sua música, com pouco exibicionismo extravagante, em parte reflete sua reverência por Bach e Mozart. Chopin nunca cedeu à explícita "pintura cênica" em sua música ou usou títulos programáticos, punindo os editores que renomearam suas peças desta forma.
Durante seus anos em Paris, Chopin participou de vários concertos. 
Em 1848, Chopin deu seu último concerto em Paris, além de visitar a Inglaterra e a Escócia com sua aluna e admiradora Jane Stirling. Eles chegaram aLondres em novembro, e, embora tenha conseguido dar alguns concertos e apresentações de salão.
Ele voltou a Paris, onde em 1849 tornou-se incapaz de ensinar e se apresentar.
Sua irmã, Ludwika, que tinha dado a ele as primeiras lições de piano, cuidou dele em seu apartamento na Praça Vendôme, nº 12. Nas primeiras horas de 17 de Outubro Chopin morreu.

Não deixe de acompanhar a história deste compositor extraordinário, conhecido pelas suas composições melodiosas, que lhe resultou o epíteto de "O Poeta do Piano".          

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Villa Lobos



Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Hoje depois de um super almoço com amigos fomos até a Saraiva e lá estava o livro que quero mas aos poucos estou lendo na Cultura, FNAC e Saraiva hoje comecei a ler sobre Heitor Villa Lobos, filho de um colaborador da Biblioteca Nacional e um jogador amador violoncelo, Heitor Villa-Lobos logo aprendeu as primeiras notas na idade de seis anos, ele ouvia a sua Tia Zizinha jogar o Cloves bem temperado (Cravo Bem Temperado). Enquanto nas ruas do Rio de Janeiro, grupos de Músicos amadores iria jogar em noites de festas.
 Assim, sua vida musical em sua juventude iria oscilar entre Bach e serenatas de chorões. Quando ele perdeu o pai na idade de 12 anos, ele decidiu aprender a tocar violão e cavaquinho (uma espécie de banjo) por conta própria.
Aos 18 anos, contra os desejos de sua mãe, que queria que ele fosse um médico, ele se juntou com os chorões. Como um músico itinerante, ele foi para Espírito Santo, Bahia e Pernambuco. De volta ao Rio, ele se inscreveu para o Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, mas se sentia "mais prazer em absorver o folclore que passaram por suas janelas, em vez de ouvir os argumentos longo dos palestrantes".
Depois de uma nova viagem, para o Norte eo Nordeste do país, onde arrecadou mais de um milhar de temas que ele iria usar em seus trabalhos, ele completou a sua formação, dedicando-se ao estudo dos grandes mestres e também tratados sobre harmonia e orquestração. Ele casou-se com o pianista Lucília Guimarães, jogou o violoncelo nas orquestras dos teatros e também compôs suites sobre temas da infância brasileira.

A 1915 anos mostrou o início da apresentação oficial no Rio de Janeiro, Villa-Lobos como compositor. Sua música trouxe a ira dos tradicionalistas. Em 1922, com a sua Africano Dança (Danças Africanas), ele teria voltado para o público chocado da Semana de Arte Moderna e compôs duas sinfonias encomendado pelo Governo. No ano seguinte, Villa-Lobos partiu para a França, não para estudar ou aperfeiçoar o conhecimento, mas para conquistar, levando em sua bagagem os seus trabalhos completos, já composta.
Cinco anos mais tarde, ele voltaria para a Europa com o bastão na mão, para conduzir principais orquestras do continente e apresentar os choros para o mundo, como também as serenatas, a Missa de São Sebastião. Villa-Lobos estava preocupado com a falta de atenção dada à música nas escolas brasileiras, e acabou apresentando o revolucionário plano de Educação Musical para o Governo de São Paulo.
Após dois anos de trabalho, o compositor da Bachianas Brasileiras foi convidado por Anísio Teixeira para organizar e dirigir a Superintendência de Educação Musical e Artística, que iria introduzir o ensino da Música e Canto Coral nas escolas.
Com o apoio do então presidente Getúlio Vargas, organizou reuniões grandioise Orfeônico que por vezes se reuniram, sob sua condução, até 40 mil alunos da escola. Ele deu a sua primeira apresentação nos Estados Unidos em 1944. Nos anos seguintes, já casado com a Mindinha, ele passou inúmeras turnês, onde regeu e gravou suas obras, recebeu homenagens e encomendas também para novas pontuações, bem como ter contato com alguns grandes nomes da música americana, completando assim a sua ciclo de fama internacional.