sábado, 19 de fevereiro de 2011

Todos os Fins são Neutralizados



Todos os fins são neutralizados, e os juízos de valor viram-se uns contra os outros: 

Dizemos bom aquele que só escuta o seu coração, mas também aquele que só escuta o seu dever; 
Dizemos que é bom o indulgente, o pacífico, mas também dizemos que é bom o valente, o inflexível, o rígido; 
Dizemos bom aquele que não pratica a violência contra si próprio, mas também dizemos bom o herói, que triunfa de si mesmo; 
Dizemos bom o amigo da verdade absoluta, mas também dizemos bom o homem piedoso, que tudo transfigura; 
Dizemos bom aquele que é altaneiro, mas também dizemos bom o homem piedoso; 
Dizemos bom o homem distinto, o aristocrata, mas também dizemos bom aquele que não é, nem desdenhoso, nem arrogante; 
Dizemos bom o homem cordato, que evita conflitos, mas também dizemos bom o que deseja a luta e a vitória; 
Dizemos bom aquele que quer ser sempre o primeiro, mas também dizemos bom aquele que não deseja sobrepor-se a ninguém. 

Friedrich Nietzsche, in 'A Vontade de Poder'

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Valores Fictícios


Os homens medíocres possuem incapacidade de pensamentos próprios e têm hábito de pensar com a cabeça dos outros.
Só conseguem viver na rotina, estão conformados com tudo na vida, falam da vida moral alheia, e encaixam o seu caráter aos costumes de um grupo de pessoas alinhadas à maioria.
Não gostam de ver o sucesso de seus semelhantes que não andam na mesma fileira da maioria, desconhecem a virtude e a dignidade. São cegos para as mudanças da nova geração que eles mesmos educaram; ignoram o sonho do sábio, e a paixão daqueles que disseminam a paz. Condenados a vegetar, não suspeitam que existe o infinito, mais para além  dos seus horizontes.
Habituados à viver sob medo e não aceitam o desconhecido que algema-os à viver na verdade, fazem tudo com a experiência do passado como se tivessem olhos na nuca. Não vivem a sua vida para si mesmos, senão para o fantasma que projetam na opinião dos seus semelhantes.  Renunciariam a viver, se tivessem de gritar a verdade, em face do erro de muitos.
Preferem viver na mentira, alimentar-se dela, semear, regar, podar, colher.
São os responsáveis pela extinção de um grande número de gênios, por trocarem interesses próprios entre eles e monopolizar a verdade que não existe, preferem fingir que preservam o bem, mas para sobreviverem continuam fazendo coisas erradas por debaixo de pano. Assim criam um mundo de valores morais fictícios que favorece a escala dos estúpidos.

Bucando...


Não tenho medo de dizer que quero o máximo: o máximo mínimo possível e confortável, para mim e meus semelhantes.
 Ora, o que tem de mal de pensar, sonhar, planejar e ir longe?
 Não é crime. E, para minha pessoa, é quase uma obrigação. E será totalmente frustrante não alcançar o "máximo mínimo possível e confortável".
 Sou alguém, como todos os outros, que procuro a tão sonhada felicidade.
 Os caminhos para felicidade - a minha, no caso - são vários pequenos e, ao mesmo tempo, grandes objetivos, em um caminho não tão longo nem curto, porém não fácil, muito  menos impossível - mas nada disto me dá a certeza que este é o caminho que me deixará feliz se realizado. Todos que sonham, planejam e executam o que almejam, sabem (ou pelo menos deveriam saber) que nem tudo dará certo e que, pode ocorrer de não ser isso o que realmente queriam. 
 Depois do objetivo principal alcançado virão muitos outros, todos dependendo deste, ou seja, não é quase obrigação, é uma obrigação.
 Quem me obriga a isto tudo? Este alguém que vos escreve.

Tempo...



Me  sinto tão limitado, quero saber de tudo, e percebo que não sei de nada.
 Sofro com a angústia de saber do que não sei, mas deveria saber. Mas uma vida é  pouco, eu precisaria de uma eternidade, e a eternidade é muito tempo.
 Às vezes, sofro sem pensar que ainda não tenho a eternidade, sei que ainda tenho muito tempo, mas tempo é uma coisa que não se pode comprar. Você deseja que ele passe rápido e, depois, se arrepende de quanto perdeu pensando nisto. E aí vem o desespero, mas já sabes que passou e mesmo assim, você tem tempo, só que decidiu esperar o recomeço, só que não recomeça nunca, por sempre esperar o recomeço, o qual não precisa estar no início para começar.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O ser humano ainda perece por falta de amor.



Algumas vezes por não recebermos afetos, caímos no egoísmo e cometemos o erro de guardarmos os carinhos que temos para nós mesmos e não o distribuímos. Esquecemos que quando guardamos o amor para si, ele apodrece, como quando acondicionamos maçãs em caixas de papelão. 

Nós condicionamos as crianças a acumular carícias e amor e não as distribuir. É comum dizermos para as crianças. “Não deixe fulaninho brincar com seus brinquedos ele não deixa você brincar com o deles”. Somos maus acostumados a economizar carinhos e afetos. Temos a idéia errôneas de que eles acabarão por isso devemos poupá-los. Ainda assim muitas pessoas se casam querendo apenas receber amor, não dando amor, enclausurando o amor dentro de si. Não foram educados para entender que as trocas de afetos enriquecem as pessoas. Pois, desde pequenos somos educados a economizar carinho, afeto e atenção. Como no exemplo do carrinho, em que a criança é motivada a não emprestar, se não for rec eber algo em troca. Essa mentalidade esta totalmente errada. 

Há pessoas que são carentes de afetos. Isso é o grande mau da modernidade, as pessoas estão cada vez se relacionando menos. Estudos feitos com crianças comprovam que algumas quando doentes, mesmo que tratadas, com medicações e médicos de qualidades, não se recuperam senão tiverem carinhos. Gestos de carinhos são terapêuticos. 

Alguns erros em relações aos afetos:
Muitos pensam que a carícia tem limites por isso devemos economizá-los. Distribuir carícias pode acostumar às pessoas – muitas vezes não pegamos a criança no colo com o argumento de não acostumá-la má e “intoxicamos” de leite enquanto ela chora. Nunca receba carícias gratuitamente a única forma de recebê-la é em forma de troca. Você não deve se auto-elogiar, os outros sabem do seu mérito. Homem não pode ser cuidado por mulher, afinal somos “mais fortes”. Homem não pode ser cuidado por outro homem, senão seremos afeminados ou fracos. Quanto menos depender dos outros melhor. Talvez esse último seja o pior de todos os erros: sexo é a única forma de trocas de carícias, afetos e prova de amor. 

Os aspectos positivos dos afetos são: as coisas que nos causam bem estar e prazer benéfico, realização, reconhecimento, acolhida, elogios, gestos de afetos, convites, abraços, beijos, olho-no-olho, telefonemas...

Os aspectos negativos dos afetos são: agressões, seja físicas e verbais, depreciação, desafetos, indiferenças, bajulações, falsos elogios.

Os frutos das carícias negativas. Por exemplo, a pessoa faz um trabalho errado, recebe falsos elogios. Alguém fez algo errado com caridade corriga a pessoa para que ela possa mudar.

As vantagens do amor próprio excessivo é que sempre devemos fazer a seguinte oração: “Ó Senhor, fazei que eu ame o próximo como a mim mesmo, mas, antes, Senhor ensina-me a amar a mim mesmo”. Pois, o amor próprio faz as pessoas terem vontades de praticarem esportes, aprender filosofia, cultivar artes e outras coisas boas da vida. Quem se ama equilibradamente, começa a ser amado pelo próximo, e passa a amar o próximo como a si mesmo. 

O ser humano ainda perece por falta de amor.

Comece hoje o desafio da terapia do abraço. Inicie abraçando pelo menos três pessoas por dia. Com o passar do tempo aumente esse número. E sem que menos você espere estará trocando afetos com varias pessoas. 

Brasil e sua Política Externa

Não há projeto alternativo claro às ditaduras e semi-ditaduras aliadas dos EUA no Oriente Médio. Mas a saturação popular após décadas de obscurantismo e miséria acumula   vapor  suficiente para arrebentar as tampas da blindagem repressiva que protegia regimes e seus cúmplices internacionais. A perplexidade das elites locais é a mesma de seus aliados urbi et orbi –não só os EUA ou a direita de Israel, mas também o conservadorismo político brasileiro, por exemplo.
Nos últimos anos, a coalizão de interesses demotucanos criticou acidamente a política externa independente de Lula na região. Não seguir a cartilha da subserviência esférica às linhas do departamento de Estado norte-americano era apontado como sinônimo de complacência com o desrespeito aos direitos humanos –caso da tentativa brasileira de mediar o conflito iraniano/norte-americano em aliança com a Turquia.
Nada se dizia, porém, sobre a podridão social e repressiva em regimes vistos como ‘confiáveis’ –entre eles o do Egito, agora em chamas.
Graças a ousadia do Itamaraty sob o comando de Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães, hoje o Brasil goza de prestígio e simpatia junto às forças políticas emergentes em diferentes pontos da região, onde o furor difuso das ruas já provoca debandadas e concessões. Na Tunísia, após um mês de conflitos e 23 anos de ditadura, o déspota Ben Ali escafedeu-se deixando um rastro de cerca de 60 mortos e centenas de feridos.
No Iêmen, Ali Abdullah Saleh, desistiu da  reeleição em 2013 e tenta, ao menos, garantir-se até lá oferecendo prendas aos militares.  Na Jordânia, caiu o  primeiro-ministro. Na Síria, Bashar al Assad, anuncia mais mudanças econômicas e institucionais. Na Argélia,  sob ‘estado de exceção’ há 20 anos,   Bouteflika garante que vai devolver o poder às urnas. No Egito, Mubarak insiste em comandar seu próprio funeral, mas nem os EUA tem mais paciência com o cadáver político do seu aliado. A intenção é sepultar o corpo rapidamente para evitar que a putrefação  contamine até possíveis substitutos de confiança do Ocidente –entre eles a alta oficialidade do Exército.
A mídia demotucana finge não ver o óbvio: graças à postura independente dos últimos oito anos, o Brasil emerge nesse cenário como um interlocutor respeitado e confiável, um parceiro equidistante que coloca a paz e o desenvolvimento  social e econômico acima dos fundamentalismos. Não apenas os inspirados em Alá, mas também os daqueles que, ajoelhados no altar dos direitos humanos, abençoam a tortura e a miséria como o ‘preço’ a pagar pela  estabilidade dos suprimentos de petróleo.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Saudade:)



Sinto saudades da minha infância, quando tudo que me cobravam era um simples sorriso e para conseguir tudo bastava chorar, quando bala era sete belo, bolacha era pica pau, quando um pacote de salgadinho nunca era pequeno de mais para duas pessoas. Quem ainda Lembra??.Quando as brigas eram simplesmente resolvidas com um pedido de desculpa sincero e um convite para brincar de esconde-esconde, quando não havia tanta falsidade e inveja, hoje, lembro rapidamente de um momento da minha infância e percebo que o tempo passa e não volta, a vida de uma hora para outra começou a correr e eu nem tive tempo de pensar, tudo que fiz, foi me agarrar, agora sinto um mundo de responsabilidades sobre mim, perguntas sem respostas não me deixam em paz, vivendo o dia de hoje, vivendo o de amnhã o de amanhã. O que você vai ser quando crescer?  Vixixixi  já cresci ne!. E se eu quiser ser apenas eu, isso é errado? É tão difícil ser real em um mundo falso, um mundo de ilusões, onde o Amor virou apenas 4 letras sem sentido, a Amizade não passa de interesse, é tão difícil saber em quem confiar pois a maioria das pessoas parecem inimigas, e cada vez mais rápido o tempo passa, e cada vez mais a vida corre e sem pensar, vou grudado a ela. Parando para pensar em tudo isso, eu sinto saudades da minha infância, e hoje, com certeza eu afirmo: Eu era feliz e nem sabia.