segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Morte e Vida Severina





"...E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina."

(Morte e Vida Severina)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Vivendo sem fórmulas



"Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre... Não me mostre o q esperam de mim, porque vou seguir meu coração!... Não me façam ser o q não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!... Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão... Tenho sonhos possíveis e escolhi o caminho da gentileza, do beijo bom e do abraço forte...

É Proibido

É Proibido


Pablo Neruda

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Aprendi Que...



Aprendi que ...  eternos podem acabar em uma noite. Que grandes amigos podem se tornar ferrenhos inimigos. Que o amor, sozinho, não tem a força que eu imaginei. Que ouvir os outros é o melhor remédio e o pior veneno. Que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos. Que confiança não é questão de luxo, e sim de sobrevivência. Que os poucos amigos que te apóiam na queda, são muito mais fortes do que os muitos que te empurram. Que o nunca mais nunca se cumpre, e que o pra sempre sempre acaba. Que minha família com suas 1000 diferenças, está sempre aqui quando eu preciso. Que ainda não inventaram nada melhor do que colo de mãe desde que o mundo é mundo. Que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo. Que vou cair e levantar milhões de vezes, e ainda não vou ter aprendido.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Como é por Dentro Outra Pessoa

Alguns têm na vida um grande sonho e faltam a esse sonho. Outros não têm na vida nenhum sonho, e faltam a esse também.



O poeta é um fingidor.Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

Como é por Dentro Outra Pessoa
"É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."

(Fernando Pessoa)

Pessoas

Pessoas são um presente. Algumas vem em embrulho bonito, como presente de natal, páscoa ou festa de aniversário. Outras vem em embalagem comum. E há as que ficaram machucadas no correio.
De vez em quando chega uma REGISTRADA. São presente valiosos.
Algumas trazem invólucros fáceis. E outras, dificílimos. Quase impossível tirar a embalagem. É fita durex que não acaba mais…
Mas…a embalagem não é presente. E tantas pessoas se enganam confundindo a
embalagem com presentes!
Por que será que alguns presentes são tão complicados para a gente abrir?
Talvez porque dentro da bonita embalagem haja muito pouco valor e bastante vazio, bastante solidão. A decepção seria grande.
Também você, amigo. Também eu, somos um presente para os outros. Você para mim, eu para você.
E quando existe verdadeiro encontro com alguém, no diálogo, na abertura, na fraternidade, deixamos de ser mera embalagem e passamos à categoria de reais presentes.
Nos verdadeiros encontros de fraternidade acontece alguma coisa muita comovente e essencial: Mutuamente nós vamos desembrulhando, desempacotando, revelando, no bom sentido, é claro, o que há dentro de nós.
Autor desconhecido.

domingo, 24 de julho de 2011

O SEGREDO DOS SEUS OLHOS


Nessas idas e vindas na Livraria Cultura estava na fila para pagar dois livros que tinha comprado, quando comecei a conversa com uma Juíza que me apresentou o Livro “O Segredo dos seus Olhos”  comprei o Livro comecei a ler, na verdade uma leitura o tanto cansativa, comecei em Abril e terminei agora em Julho, mas o que realmente  me fez terminar esse livro foi a sede de Justiça. Logo depois que terminei o Livro procurei o longa argentino do diretor Juan José Campanella, é marcante do começo ao fim. Vale a reflexão durante e após cada diálogo, citação ou atuação representada nas duas horas de filme. Que  ganhou em 2010  o Oscar de melhor filme estrangeiro. E que foi fiel ao Livro.


A obra faz um balanço da Argentina às vésperas do início da ditadura militar, que manchou com sangue e dor a história deste país, provocando feridas que ainda não cicatrizaram. Em princípios da década de 70 o protagonista, Benjamín Chaparro, ocupa a posição de vice-secretário em um tribunal de instrução quando um assassinato brutal abala todos os funcionários de sua repartição.
Neste juizado de Buenos Aires ele vê chegar às suas mãos o caso de uma jovem esposa cruelmente morta após ser violentada; seu marido, completamente apaixonado, fica arrasado, e sua dor desperta a solidariedade de Benjamín. Determinado a encontrar e a castigar o criminoso, ele transcende os limites profissionais e se envolve pessoalmente com o caso.
Mas Benjamín não contava com as repercussões desta história na sua vida, principalmente na sua esfera emocional. Trinta anos depois, já aposentado, ele ainda guarda em sua memória as marcas das investigações realizadas no passado, e também o sentimento que tomou conta de seu coração naquela época, um laço que se confundiu com os próprios rumos da busca do culpado.
Benjamín é um homem obcecado pela verdade e pelos princípios da justiça; ele faz desta luta o próprio objetivo de sua vida. Passado tanto tempo, o protagonista é movido pelos fios da memória; é neste momento que ele percebe o quanto sua dedicação à sinceridade e à fidelidade transcende as fronteiras temporais e espaciais. O mesmo ardor que o mobilizava no passado é resgatado agora, quando ele decide criar um livro sobre o assunto.
Tudo que deseja é realizar um retrospecto e uma análise de sua existência, além de se libertar dos demônios do passado que ainda o assombram. Com esse objetivo ele retorna ao cenário das antigas investigações e esse resgate das lembranças o leva de volta aos pormenores do homicídio e aos momentos que antecederam a eclosão da ditadura militar na Argentina, contexto que contribuiu para as consequências de sua busca do criminoso.
Novamente Benjamín se encontra entre as águas revoltas do coração e a omissão diante de seu dever com relação à verdade. Em sua primeira publicação literária o autor revela as chagas infligidas pelo governo militar à nação argentina; ele retrata um povo submetido a terríveis pressões políticas. Neste contexto, um homem luta sozinho contra as injustiças e a intolerância dos governantes.
Leiam para descobrir o quanto esta História e intrigante e o quanto de impunidade dos assola. E o quanto precisamos de Justiça para Viver.

Segue o Trailer do Longa.




O Autor Eduardo Sacheri nasceu em 1967, na cidade de Buenos Aires, na Argentina. Ele se licenciou em História e até hoje dá aulas para o ensino médio e no sistema universitário.
Sua trajetória literária teve início nos anos noventa, no século passado. Em sua bibliografia constam quatro volumes de contos e dois romances, lançado igualmente na França, Alemanha e Portugal.