sábado, 23 de abril de 2011

"A Rede Social"



Finalmente Hoje e meu irmão assistimos  “A Rede Social”. Estava bem curioso para assistir, por motivos óbvios. Direção de David Fincher, do sensacional “Clube da Luta”, críticas hiperpositivas, papo de “forte potencial para concorrer ao Oscar”, que o elenco protagonista é excelente... Isso sem falar do principal: que a temática é diretamente ligada à revolução tecnológica, foco principal do “Vivendo a Revolução”.
Pois bem, não vou dizer que me decepcionei, porque o filme não é ruim, mas tão pouco é merecedor desse alarde todo. É ok. O famoso nota 7, sabe? A história é interessante, muito mais como retrato dessa nova geração de “yuppies”, os super programadores, gênios da computação, sempre em busca de uma idéia original de produto que revolucione a ainda embrionária (sim, ainda é embrionária em termos históricos) internet e sua cada vez mais veloz “evolução”, se é que assim podemos chamar. Garotos que o povo por aí adora chamar de “nerds” que correm atrás de uma idéia única, daquelas que se tem uma vez na vida, como diz um dos personagens durante a trama.
Acontece que o protagonista da história real, Mark - criador-do-Facebook-Zuckerberg, não teve sua idéia. Roubou de dois gêmeos-remadores-milionários-metidos-a-geek-de-Harvard e um  outro sócio.  Chamado pra trabalhar numa idéia de rede social confiável por eles, Mark aprimorou o conceito do trio e com a ajuda financeira de um sócio, seu melhor amigo, Eduardo  um brasileiro vejam vocês -, criou o “thefacebook”.



Depois, quando o negócio já chamava atenção por seu espantoso e estrondoso crescimento, influenciado por outro gêniozinho da web, Sean Parker - o homem que todo dono de gravadora do mundo gostaria de torturar com requintes de crueldade antes de ver morto -, criador do Napster, Zuckerberg  passou a perna no seu best friend tupiniquim e resolveu ficar com a grana da empresa, que hoje é avaliada em 25 bilhões de dólares, só pra ele.

Ah, sim, claro. Zuckerberg foi processado tanto pelos moços de Harvard quanto por Eduardo. A história é costurada no filme por esses processos. O elenco é mesmo ótimo. O protagonista interpretado por Jesse Eisenberg é arrogante e chato como alguém como Mark Zuckerberg deve ser. Um excelente trabalho. E o Eduardo Saverin de Andrew Garfield – que será o novo Homem-Aranha, a quem interessar possa  - é muito carismático e competente. Quanto a Sean Parker, eu estou com asco. Da figura. Não me perguntem se é culpa do seu intérprete Justin Timbelake, não saberia responder. Nada contra o moço, pelo contrário, nem que ele seja péssimo ator, ele diz muito bem seu texto, mas, hunf... Sei lá.




Os diálogos são bastante interessantes, mas a narrativa é morna, com momentos de extrema lentidão, como uma regata universitázZZZzzzZZZ... Ops, desculpa. Li em algum lugar que um dos únicos comentários que o verdadeiro Zuckerberg fez sobre a forma com que a história é contada, tanto no filme quanto no livro (que não li) que o baseou, é que querem justificar tudo que ele fez por uma suposta falta de capacidade dele de se relacionar com as pessoas, especialmente com garotas. Se isso é verdade ou não eu não sei, mas acho que enfraquece o todo. Ok, estamos falando de ficção, no caso do filme, mas no fundo estamos mesmo é falando de um monte de monstrinhos obcecados por dinheiro, muito dinheiro, e um tanto de fama no mundo virtual, essa nova forma de vida que ainda pouco temos conhecimento de como lidar de verdade. Mal sabemos lidar com nossa vida real e já sofremos com ela há séculos...
Esqueçam os Oscars. Ainda há de pintar um competidor de verdade pelo careca dourado. Vá ver “A Rede Social” como um filme bacaninha sobre uma galera nada bacaninha que está cada vez mais, infelizmente, presente por aí.

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